quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Augusto Pantoja e Arnaldo Jordy na defesa de uma menor tarifa de energia elétrica ao povo do Pará

Com as galerias lotadas, foi realizada na tarde desta quinta feira (15), no plenário da Câmara Municipal de Belém, a audiência pública da “Energia Elétrica”, proposta pelo vereador de Belém, Augusto Pantoja (PPS) e o Deputado Federal Arnaldo Jordy (PPS), que teve por objetivo debater amplamente a atuação e a qualidade dos serviços de energia elétrica prestados pela concessionária, Rede Celpa, responsável pelo sistema de distribuição de energia elétrica do Estado do Pará.

A audiência contou com a  participação  de vereadores de Belém, dos Deputados Federais Arnaldo Jordy e Wladimir Costa, ambos pertencentes à Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, da diretoria da Rede Celpa, Ministério Público Federal no Pará, Ministério Público Estadual, OAB-PA, Procon, ANEEL, Eletronorte, ARCON, ALEPA e é claro de centenas de moradores da região metropolitana de Belém.

O evento foi aberto com a fala do Deputado Federal, Arnaldo Jordy, que enfático, cobrou explicações da concessionária sobre os motivos que a levaram a realizar constantes interrupções, sem aviso prévio e demora no restabelecimento desses serviços, ocasionando aflição aos moradores de Belém.

Moradores de vários bairros reclamaram das altas tarifas cobradas mostrando os boletos de cobrança emitidos pela Rede Celpa. Roberto Santos, do bairro da Pedreira, por exemplo, disse que mesmo sendo de baixa renda e possuindo poucos eletrodomésticos em sua residência tem que arcar com uma despesa de R$ 125 somente com a conta de energia elétrica. “Há dois meses, eu pagava apenas R$ 42,00”, informou.

Para o vereador Augusto Pantoja, defensor ferenho da diminuição das tarifas cobradas aos consumidores paraenses, é inaceitável a carga tributária que aflige a população, afinal o Estado do Pará é um dos maiores geradores de energia elétrica do Brasil, mas com uma das maiores tarifas.
“Continuamos a ser colônia de exploração, mas desta vez do Império brasileiro, que suga nosso potencial elétrico, transformando o Estado do Pará em um verdadeiro almoxarifado do desenvolvimento alheio. E não podemos esquecer-nos de Belo Monte, que ocasionará grandes impactos ambientais, com um único objetivo, atender aos interesses dos meios privados, enquanto a população da região metropolitana de Belém se martiriza com o oferecimento de um serviço de péssima qualidade. Cadê a qualidade do serviço? Nós pagamos muito caro por essa energia!” afirmou Pantoja.

A Rede Celpa, por seu superintendente no Pará, Fredy Pinho explicou que as interrupções de energia vêm sendo causadas pelos investimentos que a empresa vem fazendo em todo Estado para melhorar a qualidade dos serviços prestados, incluindo novas subestações, circuitos e equipamentos. “Por conta desses investimentos, temos que fazer alguns desligamentos, o que tem gerado aumento de reclamações”, disse, informando também que algumas quedas no fornecimento de energia tem sido causadas muitas vezes pelas chuvas fortes que caem na região. Ele garantiu que ate o final deste ano, o problema deve estar resolvido. Sobre as tarifas cobradas, informou que estas são determinadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também presente ao evento através sua diretor, André Nóbrega.

Para a Aneel, as tarifas cobradas no Pará estão dentro da média, com o Estado possuindo a 32ª tarifa entre as cobradas pela 63 distribuidoras que operam no país com a concessão desses serviços. Nóbrega informou que a Aneel age com todo rigor na fiscalização dos serviços oferecidos aos consumidores, admitindo que o serviço prestado pela Rede Celpa está aquém do desejado. “Só este ano a Celpa teve que devolver R$ 82 milhões aos consumidores pelos serviços péssimos prestados”, frisou.

Curiosidades
A Rede Celpa, é a concessionária de energia campeã nacional em reclamações de 2010

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica apontam a Celpa como à campeã nacional de apagões. Só em 2010, foram registradas 14 milhões de interrupções de quedas de energia e apagões. A Companhia Energética de Brasília, segunda do ranking, registrou 1.8 milhões de interrupções. (Ascom/ Augusto Pantoja)

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