quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Planejamento Estratégico

A chegada de um novo ano é um momento propício para refletirmos sobre o que passou e sobre o que esperamos para o futuro. Pensando na cidade, diria que um “ano novo” só não basta para superarmos determinadas dificuldades históricas, sendo necessário um trabalho de médio e longo prazo orientado por uma ação política comprometida com o desenvolvimento como um todo, que seja capaz de fazer convergir forças produtivas e representativas, econômicas e sociais, políticas e populares para um objetivo comum.

Pensando em uma alternativa para a melhoria e quem sabe talvez acertar na administração local, precisamos traçar um planejamento estratégico, que nada mais é do que um modelo de decisão, unificado e integrador, que determina e revela o propósito organizacional em termos de valores, missão, objetivos, estratégias, metas e ações, com foco em priorizar a alocação de recursos.

Nos últimos anos, vivo pregando no deserto ao insistir na tese de que a cidade precisa realizar um planejamento estratégico que aponte nossas potencialidades e fragilidades e, além disso, defina por metas e objetivos o rumo que as ações públicas e privadas devem seguir para que haja um verdadeiro desenvolvimento local. Sem esse instrumento, ficamos na defensiva, reagindo pontualmente às demandas sem determinar o ritmo e a direção dos fatos.

Não há dúvida que no entra e sai dos governos municipais algumas realizações se tornam importantes, alguns serviços públicos se consolidam. Entretanto, uma ação transformadora precisa de ousadia, do “pensar grande”, de assumir com coragem a responsabilidade que extrapola um mandato; mas, para isso é preciso planejar estrategicamente a cidade sem se prender a um projeto eleitoral imediato; noutras palavras, pensar e agir motivado pelo desenvolvimento local como um todo e não pela reeleição, conduzindo um processo de convergência das forças econômicas e sociais no lugar da política fisiológica e destrutiva.

Estou convencido de que a cidade é capaz de assumir a responsabilidade histórica por seu próprio desenvolvimento, envolvendo-se num planejamento estratégico para além dos grupos políticos ou dos interesses individuais, superando a prática política tacanha, semeadora da discórdia e ineficiente em tempos modernos. Sem isso, teremos apenas mais um ano novo com os mesmos velhos problemas.

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