quinta-feira, 19 de julho de 2012

Conselho rejeita aumento de tarifa para R$ 2,34

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (19), o Conselho Municipal de Transporte não acatou a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setrans-Bel) de reajustar a tarifa de ônibus em cerca de 17%, o que elevaria o preço da passagem para R$ 2,34.
A votação da proposta ocorreu na sede da Companhia de Transporte do Município de Belém (CTBel), a qual também anunciou uma contraproposta de aumento da tarifa para R$ 2,18, que só será votada em uma nova reunião na próxima terça-feira, às 8h30, no mesmo local. 
Além do Setrans-Bel e da CTBel, participaram da reunião representantes da Comissão de Bairros de Belém, da Associação de Deficientes Físicos de Belém, do Sindicato dos Taxistas, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pa) e representação estudantil. 
Para o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas se mostrou abusiva e muito acima da inflação, que ainda não ultrapassou 6% durante o ano. “A reflexão do Dieese é olhar a tarifa e ver o que a população tem condições de pagar”, destacou Everson Costa, técnico do Dieese que participou da reunião na tarde de hoje. 
O Dieese não apresentou nenhuma proposta de reajuste, mas citou os números da inflação como base para que o aumento da tarifa de ônibus seja justo e compatível com o salário dos usuários do transporte coletivo. “O usuário do transporte público tem que ser levado em consideração. Para reajustar, é preciso respeitar o poder aquisitivo da população”, reiterou Everson. 
De maio do ano passado até junho deste ano a inflação aumentou em 5,74%. Caso o reajuste seja feito com este índice, a passagem custaria R$ 2,12, o que representaria um impacto de R$ 101,76, caso o usuário utilize duas conduções por dia. Se a renda deste usuário for de um salário mínimo (R$ 622), 16,32% de sua renda ficaria comprometida somente para o transporte. 
Segundo o representante do Sentrans-Bel no conselho, Paulo Almeida, a nova tarifa cobriria os custos que os atuais R$2,00 não conseguem mais. “De maio de 2011, quando houve o último reajuste, até hoje as despesas aumentaram. A planilha de custos está mais cara e isso inclui a manutenção dos veículos e os gastos com funcionários”. 
Entretanto, de acordo com informações do supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, integrante do Conselho Municipal de Transporte, “Belém está entre as capitais brasileiras que possuem as menores tarifas de ônibus urbano, porém temos um dos piores sistemas de transporte do Brasil”, frisou. (Com informações do Diário do Pará)

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